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Meio ambiente

Alguns estabelecimentos comerciais de Belo Horizonte já estão cumprindo a lei municipal que exige a substituição das atuais sacolas plásticas. Conheça os desafios de comerciantes para adotar as sacolas biodegradáveis e o que seus clientes acharam da novidade.

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Conheça as políticas adotadas para reduzir o uso de embalagens plásticas em vários países

Fonte: Revista Super Interessante, dez/2007
 

Alguns problemas que os sacos plásticos criam nas cidades:

- Contribuem para a saturação do aterro sanitário atrapalhando a reação normal de decomposição do lixo e ainda prejudicam a compactação do montante.

- Contribuem para o entupimento das grades de filtragem das estações de tratamento de efluentes (esgoto)

- Entopem os bueiros e redes pluviais

- Colaboram para a morte de vários animais quando são ingeridos

- Podem acumular água e servir de criadouro para vários vetores de doenças como a dengue, além de esconderijos de insetos como baratas.

 
Quais opções você considera viáveis para evitar o uso de sacolas plásticas no Brasil?

Substituí-las por sacolas plásticas biodegradáveis
Estimular o uso de sacolas de pano ou carrinhos de compras
Substituí-las por sacos de papel
Cobrar imposto por cada sacola plástica utilizada pelo consumidor

 

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Sacolas plásticas têm dias contados em BH
Lei municipal exigirá que o comércio adote sacolas ecológicas

Por Tatiana Ferreira e Adriano Meireles
(7º período - jornalismo UNI-BH)
tatyfs.br@gmail.com / jornalismoadriano@hotmail.com

Até 27 de fevereiro de 2011, todos os estabelecimentos privados, além de órgãos e entidades do Poder Público em Belo Horizonte, deverão substituir o uso de sacolas plásticas por sacolas ecológicas. A lei municipal nº 9.529/2008  será obrigatória a partir desta data, mas alguns estabelecimentos já começaram a adotar soluções como as sacolas oxibiodegradáveis.

Essas sacolas possuem um aditivo que é acrescentado ao plástico convencional, o que permite a desintegração das sacolas em no máximo 18 meses após o contato com o oxigênio, luz e calor. A solução ecologicamente correta é 15% mais cara que as sacolas de plástico comum, um custo a mais que forçou comerciantes conscientes a encontrar alternativas para substituir a sacola plástica. A padaria Bonomi, em Belo Horizonte, adotou a sacola oxibiodegradável e optou por cobrar uma taxa de R$0,20 por cada sacola. Já uma rede de supermercados da cidade, a Verde mar, preferiu absorver o custo.

Mas outras soluções criativas e ecologicamente corretas também podem ser adotadas. A Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria, por exemplo, lançou o projeto nacional "Sacola ecológica permanente". A associação estimula os donos de padarias a venderem sacolas de pano ou papel com a logo da campanha e o marketing do estabelecimento e proporcionarem descontos de até 10% no preço do pão e do leite para os clientes que estiverem usando-as.

Segundo o vereador Arnaldo Godoy, autor do projeto de lei municipal, é a vez de cada um de nós fazer a sua parte. "BH saiu na frente aprovando uma medida inteligente para substituir os sacos plásticos por sacolas alternativamente ecológicas como de pano, de palha ou de lona", comemora o vereador. A lei que obriga a substituição de sacolas plásticas pelas biodegradáveis é pioneira no país e também exige a substituição de sacos plásticos de lixo pelos similares ecológicos. Apenas no Paraná já existe lei similar. Arnaldo Godoy explica que a sacola plástica utilizada no comércio leva até 100 anos para desaparecer no meio ambiente e representa 9,7% do lixo produzido em todo o país. "Uma família de classe média com quatro pessoas usa mil sacolas, cerca de 40 kg de plástico por ano", lembra o vereador.

A professora do Departamento de Engenharia Ambiental da UFMG, Liséte Lange, defende o uso de sacolas permanentes como as de pano e recomenda, no caso de substituir sacolas plásticas, o uso das biodegradáveis. Essas sacolas são muito utilizadas em países como Alemanha e França e são fabricadas para reagir com bactérias do próprio solo ou feitas de polímeros vegetais. "A desvantavem delas é que são mais caras e frágeis", acrescenta a professora. Ela considera que as sacolas oxibiodegradáveis devem ser usadas com parcimônia pois também são fabricadas a partir do petróleo e, apesar de se degradarem em poucos anos, suas partículas micróscópicas ainda continuam presentes no solo por muito tempo.


Saiba mais:

Site da Câmara Municipal de Belo Horizonte

Site Ambiente Brasil - Artigo sobre o problema dos sacos plásticos no Brasil

Matéria da Radiobrás sobre a fabricação de sacolas oxibiodegradáveis (video)

Curiosidades:

Matéria do Globo Repórter sobre pesquisa desenvolvida no Brasil de um plástico que se degrada em 45 dias (vídeo)

 
 
 

 

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