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Esportes

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 O Brasil no Parapanamericano do
Rio de Janeiro, em 2007 
 

Brasil

83

68

77

228

Canadá

49

37

26

112

Estados Unidos

37

44

36

117

México

37

43

37

117

Cuba

28

21

11

60

Países

Ouro

Prata

Bronze

Total

Ranking

Argentina

7

16

30

53

Venezuela

5

10

15

30

Peru

3

1

-

4

Colômbia

2

6

9

17

Jamaica

1

2

2

5

10°

Porto Rico

1

1

2

4

11°

Equador

1

-

2

3

12°

Costa Rica

-

1

2

3

13°

Chile

-

1

2

3

14°

Panamá

-

1

-

1

15°

Uruguai

-

1

-

1

16°

El Salvador

-

-

1

1

17°

Paraguai

-

-

1

1

18°

Fonte: Comitê Paraolímpico Brasileiro

 

Retrospecto em competições
Em 1996, Atlanta (Estados Unidos):
- Delegação: 58 atletas
- Modalidades: 10
- Medalhas: 21 (2 de ouro, 6 de prata e 13 de bronze).

Em 2000, Sidney (Austrália):
- Delegação: 64 atletas
- Modalidades: 9
- Medalhas: 22 (6 de ouro, 10 de prata e 6 de bronze).

Em 2004, Atenas (Grécia):
- Medalhas: 33 (14 de ouro, 12 de prata e 7 de bronze).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Atletas mais do que especiais
Falta de incentivo não é barreira para que os deficientes físicos pratiquem esportes

 Por Dermeval Milanez, Maíra Rocha e Rafael Rocha
(7º período - jornalismo UNI-BH)
dmbneto@yahoo.com.br / rpmaira@yahoo.com.br / rochajornal@hotmail.com

Os deficientes visuais, auditivos, físicos e mentais encontram uma série de barreiras na tentativa de praticar qualquer tipo de esporte. A principal questão é o investimento insuficiente realizado tanto pela iniciativa privada quanto pelo poder público. Se. por um lado. as empresas não investem porque não há retorno pecuniário, as ações do poder público estão muito aquém da real necessidade dos deficientes.

Basta visitar um dos poucos centros de treinamento para deficientes no Brasil para constatar o descaso. Contudo, estes atletas compensam a falta de apoio com muita vontade. Neste caso, o amparo da família é fundamental para que os atletas deficientes mantenham a disciplina e a motivação.

Não é fácil ter que acordar todos os dias e depender da solidariedade do próximo para realizar muitas das tarefas cotidianas. As dificuldades começam em casa, pois, geralmente, ela não é projetada para os deficientes. Ou seja, o processo de exclusão social se inicia dentro do próprio lar.

A exclusão social dos deficientes é um dos pontos que o esporte procura eliminar. A prática de esportes, sobretudo os coletivos, possibilita aos deficientes, até certo ponto, a inclusão social. O esporte propicia benefícios diretos, pois faz com que os deficientes tenham uma atividade física. Se disciplinado, o deficiente pode trabalhar este aspecto de maneira mais profunda e fazer, inclusive, uma dieta alimentar balanceada.

Mais do que benéfico para a saúde, o esporte propicia aos deficientes a convivência com pessoas que possuem os mesmos problemas e enfrentam as mesmas dificuldades no dia-a-dia. Ao praticar algum esporte coletivo, os atletas interagem, trocam experiências e aprendem a superar os desafios em equipe.

Basquete sobre rodas

Um dos esportes mais conhecidos e praticados pelos deficientes é o basquete para cadeirantes. As regras são bem parecidas com as do basquete convencional. Elas foram adaptadas pela Federação Internacional de Basquete em Cadeira de Rodas (IWBF). Há faltas, cestas de um, dois e três pontos. A dimensão da quadra e a altura da cesta também seguem o padrão do basquetebol convencional.

As cadeiras de rodas são adaptadas para a prática deste esporte. Não é permitido praticar o basquete com o uso de cadeiras normais. Isso é um grande empecilho, pois, além de terem que comprar a cadeira convencional para usar no dia-a-dia, os deficientes precisam adquirir outra, mais cara, apenas para o basquete.

O basquete sobre cadeiras de rodas esteve presente em todos os jogos paraolímpicos. No Brasil, esta foi a primeira modalidade paraolímpica a ser praticada.

Direito ao esporte

A Declaração dos Direitos das Pessoas Deficientes foi aprovada pela Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em dezembro de 2005. Nesta declaração destaca-se o artigo sexto:

 “As pessoas deficientes têm direito a tratamento médico, psicológico e funcional, incluindo-se aí aparelhos protéticos e ortóticos, à reabilitação médica e social, educação, treinamento vocacional e reabilitação, assistência, aconselhamento, serviços de colocação e outros serviços que lhes possibilitem o máximo desenvolvimento de sua capacidade e habilidades e que acelerem o processo de sua integração social.”

A ONU estabeleceu o dia 3 de dezembro como o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência. No Brasil, o Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB) tem como objetivo “proporcionar uma infra-estrutura de desenvolvimento do esporte de alto-rendimento para pessoas com deficiência do País.” Segundo o Censo Demográfico de 2000, o Brasil possui cerca de 25 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência. Destes por volta de 11 milhões e meio são homens e 13 milhões e meio são mulheres.


Saiba mais:

- International Wheelchair Basketball Federation: informações sobre a prática de basquete sobre rodas em todo o mundo, divididas por regiões

- Federação de Basquetebol em Cadeira de Rodas do Estado do Rio de Janeiro

International Wheelchair Basketball Federation (Europe)

-
Canadian Wheelchair Basketball Association (inglês/francês)


Leia também:

- Jornal hoje da Globo faz matéria sobre o tema

- Tribuna do Brasil repercute sobre esporte para deficientes
- Destaque para matéria de esporte no Folha online
- Folha publica mais notícias sobre esporte para especiais
- Jornal Hoje fala sobre a história
das copas para deficientes

 
 
 

 

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