Construção Civil é
campeã na geração de emprego em Minas.
Setor gerou quase 200 mil
postos de trabalho no Estado em 2007
Por
Adriano Monteiro, Leydson Henrique e Milton Santos
(7º período -
Jornalismo UNI-BH)
booboonew@gmail.com
/leydsonh@yahoo.com.br
/
miltoncesantos@yahoo.com.br
Os índices de desemprego no Brasil têm registrado queda nos
dois últimos anos. Os vários investimentos feitos pelo
governo federal, em grande parte, são a causa do surgimento
de novas vagas. Um dos setores que mais emprega atualmente é
o setor da construção civil. Nas agências de empregos o que
não faltam são vagas para os profissionais da construção
civil e de serviços. Segundo pesquisa da Fundação
Getúlio Vargas, houve um crescimento de 10% no número de
empregos gerados em relação ao ano de 2006.
Em 2007, a construção civil foi a responsável pela
contratação de aproximadamente, 24 mil pessoas no
Sistema
Nacional de Empregos (Sine). De acordo com dados do
Ministério do Trabalho e do
Centro Geral de Empregados e
Desempregados (Caged), entre janeiro e dezembro de 2007, o
número de demissões em Minas Gerais, foi de
115.743 empregos com carteira assinada no interior do
estado, resultando 58,6% no total de vagas. Somados, os
empregos gerados na região metropolitana e no interior do
estado foram 197.845 postos de trabalho.
Este crescimento também é observado no canteiro de obras da
construtora Habitare, no Buritis, zona oeste de BH. Só nos
últimos seis meses foram contratadas, em média, 45 pessoas.
Segundo o engenheiro Marcos Saulo Rigueira, 30, o
grande número de contratações feitas pelo setor tem sido
resultado de todos os investimentos do governo federal. De
acordo com o engenheiro, “vários profissionais foram
contatados em caráter emergencial, mas quem mostrou força de
vontade e determinação acabou sendo efetivado após o período
do contrato”. Ainda segundo Rigueira, os
funcionários da empresa têm a possibilidade de aprender
outras funções dentro da obra e conseqüentemente melhorar os
salários.
Esta evolução é uma das metas do pedreiro Vanderlei dos
Anjos, 26, contratado há apenas quatro meses pela Habitare.
Após um longo período como profissional informal, o pedreiro
já tem planos para o futuro. “Minha expectativa é crescer
com a empresa e quem sabe passar a fiscal ou até mesmo a
encarregado da obra em pouco tempo”.
Os investimentos da mineração e siderurgia também vão dar
impulso ao setor da construção civil em 2008. A afirmação é
da economista do Sindicato da Indústria da Construção Civil
(Sinduscon-MG), Ieda Vasconcelos. Segundo ela, Minas Gerais
dará início a obras como o Centro Administrativo
do governo, que
irão aumentar a oferta de empregos durante este ano. Ainda
de acordo com Ieda, o aumento do
crédito imobiliário e os investimentos públicos devem
continuar.
O pedreiro Vanderlei espera que os empregos gerados na
construção civil cresçam durante anos. De acordo com o
funcionário da Habitare, “é uma oportunidade para muitas
pessoas, que assim como eu, têm a oportunidade de trabalhar
e realizar o sonho de ter a casa
própria”.
Aumento no preço dos materiais de construção afasta os
consumidores
Quem está lucrando com o crescimento do setor da construção
civil são as lojas de materiais de construção. O preço do
saco de cimento de 50 kg cresceu 12,74% no último ano,
segundo o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação
Getúlio Vargas (Ibre/FGV). Investir no setor de materiais de
construção tem proporcionado grandes ganhos aos empresários
do setor. As taxas de crescimento das vendas e o potencial
do mercado brasileiro atual são algumas das vantagens para
os investidores. Segundo o Sinduscon-MG, o PIB brasileiro
cresceu 5,4% em 2007, enquanto as lojas de material de
construção cresceram em média 6% nos últimos anos.
Com o preço do cimento nas alturas, quem sonhava em construir
já pensa duas vezes. Na casa de Keyla Carvalho, a obra teve
que ser interrompida devido ao alto preço do cimento.
Segundo a estudante, “o preço atual de um saco de cimento é
o dobro do preço que já foi vendido”. De acordo com Keyla,
se as obras não estivessem adiantadas em
sua casa, não seria possível sair em
breve do barracão nos fundos da casa da
sogra.
Mais possibilidades para a compra da casa própria
O governo federal concedeu ao Banco do Brasil, no início
deste mês, a permissão para atuar no crédito imobiliário
popular. O maior banco brasileiro irá financiar imóveis de
até R$ 350 mil, por meio do Sistema Financeiro de Habitação,
com recursos da tradicional caderneta de poupança. O Banco
do Brasil já concedia empréstimos para a compra de imóveis
acima de R$ 350 mil. A Caixa Econômica Federal continuará
com os seus empréstimos e o Banco do Brasil irá competir com
os bancos privados. A Caixa possui dez parcerias assinadas
para financiar a construção e a comercialização dos imóveis
populares, num total de
R$ 15 bilhões.
Saiba mais:
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Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-MG)
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Financiamento de imóveis pela Caixa Econômica Federal
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