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Marie Antoinette (2006)

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Sinopse

O longa, inspirado na biografia da rainha lançada pela norte-americana Antonia Fraser, retrata episódios da vida de Maria Antonieta. Desde o casamento com Luís XVI, até a tomada de Versailles pela população faminta. A linha do tempo é ditada pela pincelada de acontecimentos. Tudo muito pop. Com uma trilha que vai de The Cure a Gang of Four, Sofia tenta mostrar que Marrie Antoinette não é diferente de nenhuma patricinha dos dias atuais, afinal, o que faz uma menina rica, frustrada e com tempo de sobra nas mãos?

 

Ficha técnica:

Título Original: Marie Antoinette
País: Estados Unidos
Gênero: Drama
Direção: Sofia Coppola
Elenco: Kirsten Dunst, Jason Schwartzman, Rip Tom, Judy Davis, Rose Byrne
Duração: 123 min.
Distribuidora: Columbia Pictures / Sony Pictures Entertainment
Site oficial: http://www.marieantoinette-movie.com
Trailer: http://www.sonypictures.com/movies/marieantoinette/site/


 

 
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"Maria Antonieta" chega aos cinemas em versão pop
A cineasta Sofia Coppola volta à grande tela com uma interpretação moderna da vida da famigerada rainha da França

Maria Rita Reis (7º período Unibh)
ritinhatvr@gmail.com


O último filme da diretora Sofia coppola, Marie Antoinette (2006), retrata a vida da famigerada rainha da França do século XVIII, Maria Antonieta. Desde o início da divulgação do filme, a cineasta, filha do consagrado diretor Francis Ford Coppola, deixou claro que a película inspirada na biografia mais recente do ícone da revolução Francesa, escrita pela norte-americana, Antonia Fraser, não era totalmente fiel e não caracteriza um registro histórico. Era sim, sua interpretação da história.

A maioria das críticas, ressaltou que a personagem principal era uma garota perdida, à procura de algo que ainda não sabe o que é. Muito semelhante às protagonistas de seus dois filmes anteriores lançados no Brasil sob os títulos: As virgens suicidas (1999) e Encontros e desencontros (2003).

Essa característica se confirma no filme, mas não acredito que seja totalmente por imposição da visão da diretora sobre a personalidade da princesa. Durante a leitura da biografia que deu origem ao livro – extremamente bem documentada, com destaque  para a articulação de registros históricos e diários de personagens muito próximos à família Real na Corte de Versailles, além de correspondências destes com família e amigos no exterior – percebe-se todo o despreparo da jovem de 14 anos, que após uma educação negligenciada pela mãe, a imperatriz austríaca Maria Teresa, é enviada para casar-se com o herdeiro do trono francês, Luís XVI, como forma de sanar uma história de hostilidade entre as duas nações. 

Ao chegar numa corte opulenta e extravagante – inclusive notória por isso na Europa – a delfina, oriunda de uma corte muito mais simples, deparou-se com um marido de caráter irresoluto, que a fez passar pela humilhação de não consumar o casamento durante seus 7 primeiros anos, em plena segunda metade do século XVIII.

O filme sugere que o gosto da rainha pelas aquisições - que lhe rendeu o apelido de madame déficit - é fruto de sua frustração na nova corte e no casamento. É claro que é uma versão simplificada dos fatos, mas durante a leitura do livro, percebe-se o gosto pelo belo que ela nutria sendo de certa forma, maximizado pelo  “abandono” de Luís XVI; o que a deixava com tempo de sobra, e necessidade de damas de companhia para ocupá-lo. O que Sofia fez foi transpor, em alguns aspectos, essa realidade para os dias atuais. O que faz uma menina rica, entediada e com muito tempo nas mãos?

A diretora optou por contar um trecho da história da vida da rainha e, neste período, foi coerente com a linha de tempo. O recurso que ela usou para contabilizar os nascimentos e mortes dos filhos reais foi mostrar as pinturas feitas na época dos nascimentos e das mortes, que constam no livro. Interessante, porém desafiador para o público que não conhece os pormenores da história.

Jason Schwartzman, o Luís XVI de Sofia, faz uma excelente representação do que seria aquele homem de personalidade fraca, sem tino para o governo, que preferia caçadas a tudo. Sempre cortês com a consorte, como consta no livro, era conhecido como o rei que não inspirava majestade. A parte ilustrada no filme contempla o período em que, conduzido por seu conselho, patrocinou os EUA na sua Guerra de Independência contra a Inglaterra. Decisão que fez o déficit público francês atingir valores astronômicos e levar os camponeses mais rápido ao estado de revolta profunda contra o sistema; simbolizado por Versalhes, com toda sua extravagância, e claro, contra seu maior ícone: a rainha estrangeira.

A parte que tange o Conde Fersen, amante de Marie Antoinette, foi muito superficial se levarmos em consideração que este homem tentou salvá-la de sua periclitante situação até o fim, inclusive participando de um grande plano de fuga da família Real. Mas se analisarmos o conjunto do filme, essa parte teve uma dimensão condizente com o aspecto frívolo que o domina.

No epílogo do livro está a história do filme basicamente como ela foi ali retratada, com algumas poucas disparidades. Isso me fez ficar um pouco decepcionada com os anúncios da diretora, que dizia ser aquele retrato da rainha, obra de sua interpretação. Talvez até o seja, com doses cavalares de intertextualidade com o epílogo do livro.

Produção

A produção do filme não surpreendeu por se tratar de um filme de Sofia Coppola, que sempre apresentou em suas obras uma preocupação bem vinda com este aspecto. A fotografia, é belíssima e chama a atenção nas cenas da rainha com sua primogênita e única sobrevivente da família, Maria Teresa. Nos jardins de sua morada pessoal, o comedido Petit Trianon, localizado do outro lado dos extensos jardins de Versailles, as duas atrizes, de cabelos loiros e tez tão suave quanto branca, rolam na grama usando vestidos de algodão, enquanto o sol agracia a cena com alguns raios dispersos.

Trilha

A trilha, motivo de choque inicial, também está de acordo com  estilo que consagrou a diretora como rainha do pop. A novidade foi a ausência da banda francesa AIR, que compôs toda a trilha de seu primeiro filme e participa do segundo. Desta vez a  cineasta preferiu por músicas pós punk em contraposição ao estilo quase cenógrafo do ambient de antes.

Figurino

O figurino, ganhador do Oscar, foi inspirado nos requintado doces da corte. Em tons pastéis que vibram através da escolha de tecidos como o cetim e estampas barrocas, integraram perfeitamente a atmosfera rebuscada do palácio de Versailles.

Saiba mais:

- www.adorocinema.com.br
- www.erikapalomino.com.br

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Biografia da enciclopédia livre de Marie Antoinette

 

 
 
 

 

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