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Samba Meu - Maria Rita (2007)

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Sinopse

O cd de Maria Rita intitulado "Samba Meu" vem recheado de sambas inéditos de compositores já consagrados, com a produção de Leandro Sapucahy. A cantora contou também com a participação especial da Velha Guarda da Mangueira. Sua música de trabalho é "Tá Perdoado", de autoria de Arlindo Cruz. Maria Rita possui 2 Cd's de carreira e 1 Dvd ao vivo, os álbuns foram lançados em mais de 40 países e venderam aproximadamente 1.500.000 cópias.

 

Ficha técnica:

Nome: Samba Meu

Produção: Leandro Sapucahy

Co-produção: Maria Rita

Gravadora: Warner Music
 

1.Samba Meu (Rodrigo Bittencourt)

2.O Homem Falou (Gonzaguinha)

3.Maltratar Não É Direito (Arlindo Cruz e Franco)

4.Num Corpo Só (Arlindo Cruz e Luis Cláudio Picolé)

5.Cria (Serginho Merity e César Belieny)

6.Tá Perdoado (Arlindo Cruz e Franco)

7.Pra Declarar Minha Saudade (Arlindo Cruz e Jr. Dom)

8.O Que É o Amor (Arlindo Cruz, Fred Camacho e Maurição)

9.Trajetória (Serginho Merity, Arlindo Cruz e Franco)

10.Mente ao Meu Coração (Francisco Malfitano e Pandia Pires)

11.Novo Amor (Edu Krieger)

12.Maria do Socorro (Edu Krieger)

13.Corpitcho (Ronaldo Barcelose Luis Cláudio Picolé)

14.Casa de Noca (Serginho Merity, Nei Jota Carlos e Elson do Pagode)
 

 

 
Qual música do CD você mais gostou?

Samba Meu
Corpitcho
Tá perdoado
Casa de Noca

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Quem não arrisca não petisca!
A balzaquiana   cantora   Maria Rita, lança um CD no estilo que ela chama de “jovial” e “alegre”.

 

Litza Mattos (7º período Uni-BH)
litzasampaio@bol.com.br


 

Ela que já arriscou em outros estilos como forró e frevo, agora então, pede a benção pra passar pelo ritmo do samba em todo um CD. Acredita que “é o samba certo pra você cantar”, no entanto “Samba Meu”, o terceiro CD da Maria Rita e nome da primeira música do álbum, não convence muito.

 

Na primeira música Maria Rita parece querer apresentar o seu mais novo disco. Nada melhor do que a primeira faixa se chamar “Samba meu”. A música nome do CD camufla o samba bom que pode ser encontrado alguns acordes depois. Músicas boas e divertidas como “Corpitcho”, “Maria do Socorro” e “Casa de Noca” fazem valer a pena.

 

O CD não representa nenhuma postura política da cantora, a não ser leve afinetada em “Corpitcho” com “O mal globalizou, o bicho tá pegando. E é a guerra das desigualdades, a humanidade lavando a roupa”. Essa é a música mais irreverente, letra mais leve e recheada de gírias. É bem gostosa de se ouvir, daquelas que grudam e dá vontade de sair cantando.

As quatorze faixas do CD, alternadas entre lentas e mais agitadas não conferem o dinamismo necessário ao que se propôs ser (samba!); bem que ela avisou lá na primeira faixa: “Meu Samba é de bossa e não de grito”. Sendo assim,  este terceiro CD, lançado dois anos depois do segundo, chega ao mercado com tiragem inicial de apenas 125 mil. Enquanto os outros dois, Maria Rita e Segundo renderam 850 mil e 500 mil, respectivamente. 

Resquícios

O samba que tangencia todo o trabalho é repleto de músicas lentas, as influências do surdo, tantan, cavaco e pandeiro ficam da metade das músicas para o final. Parte disso é pela insistência em temas que tratam de amor. O público pode ficar surpreso quanto aos assuntos das músicas que continuam persistindo no amor, apesar do estilo samba ser bem diferente do que Maria Rita fazia nos outros álbuns. Um exemplo é “Pra declarar minha saudade”, música mais curta do CD, no estilo chorinho. Mas, algumas músicas conseguem tratá-lo de forma mais divertida e menos previsível como “Tá perdoado” e “Maltratar, não é direito” que têm mais levadas de gafieira. Contudo essas músicas sempre têm algum pano de fundo de alguma mulher forte e orgulhosa que, mesmo perdendo o amor, sabe se dar o valor e ainda dá uma lição de moral ao homem que a fez sofrer.

A cantora fez muito bem em arriscar num estilo que ela não tinha feito ainda, não profissionalmente em um CD só. Poderia ter arriscado mais, recheado mais de elementos de samba, desvencilhado um pouco destes temas e falar mais do dia-a-dia. O samba pede mais leveza, brincadeira, molejo tupiniquim. Com isso não tomou a cara e, muito menos, deixou o conhecimentos musicais da cantora mais aflorados. Talvez uma tentativa rasa entre Bossa Nova e Samba-Canção, devido ao tom suave e intimista.

Boas referências não faltam. “Samba Meu” é sim bem elaborado, foi co-produzido pela cantora e produzido por Leandro Sapucahy (que já trabalhou com nomes como, Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz e Marcelo D2). Neste, ela “trocou” o compositor Marcelo Camêlo (ex- Los Hermanos) pelo trabalho do compositor-sambista Arlindo Cruz, responsável por 6 dos 14 sambas espalhados pelo disco. Tem ainda a participação de Mart’nália e de seu filho Antônio de 3 anos. Além de da presença de Gonzaguinha pela voz de Maria Rita em “O Homem Falou”, com a participação da Velha Guarda da Mangueira. A regravação de “Mente ao Meu Coração” foi originalmente interpretada por Paulinho da Viola.

Maria Rita, que trocou São Paulo pelo Rio de Janeiro deixa a irreverência por conta da capa sensual e sexy. A fotografia traz uma informação visual muito interessante, pena que todo molejo não reflita na música. Além disso, outras mudanças podem ser percebidas na aparência física (loira, mais magra e sempre com roupas decotadas).

Na casa de Noca” fecha o disco quando o couro come e mostra que a personagem passa uma imagem de mulher forte. Ao final ela dá seu aviso: é sinal que a dona quer respeito.

Valeu o esforço, o CD pode ser uma boa alternativa de presente!

Curiosidades

A cantora já ganhou o Grammy latino em três categorias: revelação do ano, melhor disco de MPB e melhor canção brasileira. Além do Prêmio Abril de Jornalismo na Matéria "As Aparências Enganam" - Categoria Perfil Revista BIZZ, APCA (2003) Revelação e Prêmio Faz a Diferença, em 2004 na Categoria Música do Prêmio Multishow, em 2004 como Melhor Cantora do Prêmio TIM e em 2004 como Revelação e Melhor Cantora (Voto Popular). O terceiro álbum da filha da cantora Elis Regina com o pianista César Camargo Mariano, “Samba meu”, já vendeu mais de 100 mil cópias desde que foi lançado, em setembro de 2007.

Saiba mais:

- Site oficial: Maria Rita

- Site do produtor: Leandro Sapucahy

- Site do compositor: Arlindo Cruz

Leia também:

Maria Rita é Notícia:

- Em show, Maria Rita seduz e depois diz que está cansada

- Maria Rita interpreta sambas em SP

- Maria Rita se prepara para lançar clipe

 

Outras criticas do CD Maria Rita:

- Revista O Grito

- The Music Face

- O Busilis

 
 
 

 

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