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Bubble (2006)

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Sinopse

O vendedor de discos Noam (Ohad Knoller), o gerente de um café Yelli (Alon Friedman) e a vendedora de cosméticos Lulu (Daniela Virtzer) dividem um apartamento em um bairro descolado de Tel Aviv. O local é o símbolo da "bolha", apelido dado à cidade. O trio leva uma vida comum, sem se preocupar com os conflitos políticos que agitam o país, até Noam se apaixonar por Ashraf (Yousef "Joe" Sweid), um palestino que conheceu após um acidente no posto de controle de Naplouse.

 

Ficha técnica:

Título Original: Ha-Buah
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 90 minutos
Ano de Lançamento (Israel): 2006
Estúdio: Metro Productions / Uchovsky Fox
Distribuição: Imovision
Direção: Eytan Fox
Roteiro: Gal Uchovsky e Eytan Fox
Produção: Ronen Ben Tal, Amir Feingold e Gal Uchovsky
Música: Ivri Lider
Fotografia: Yaron Scharf
Desenho de Produção: Nahumi Loz
Direção de Arte: Ido Dolev
Figurino: Oren Dar
Edição: Yosef Grunfeld e Yaniv Raiz

Elenco:

Ohad Knoller (Noam)
Alon Friedman (Yelli)
Daniela Virtzer (Lulu)
Yousef "Joe" Sweid (Ashraf)
Miki Kam (Mãe de Lulu)
Shredi Jabarin (Gihad)
Lior Ashkenazi (Lior Ashkenazi)
Tzion Baruch (Shaul)
Oded Leopold (Sharon)
Zohar Liba (Golan)
Yael Zafrir (Orna)
Noa Barkai (Ella)
Yotam Ishay (Chiki)
Avital Barak (Dana)




 

 


Você acha que o diretor conseguiu casar as temáticas, homossexualismo e guerra, de maneira consistente, ou poderia ter contado a história de outra maneira?

Sim
Não


 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Amor além das fronteiras

Filme israelense discute o homossexualismo em meio a um cenário de guerra

Isabella Almeida (7º período - Jornalismo/Uni-BH)
isacrisjornalismo@yahoo.com.br



Intolerância, guerra e homossexualismo: esses são apenas alguns dos polêmicos temas retratados em Bubble (Há-Buah, Israel/França 2006). Diferente dos muitos filmes já produzidos sobre guerra e homossexualismo, a produção, ao misturar os assuntos, consegue uma construção que foge ao lugar comum, comovendo e instigando o espectador.

O filme, dirigido por Eytan Fox, retrata a vida de três amigos que vivem em Tel Aviv – conhecida como bolha, por abrigar os mais diversos tipos de pessoas que fogem da exclusão religiosa, política e social da região.

Noam (Ohad Knoller) é um israelense homossexual funcionário de uma loja de discos. Ele divide um apartamento com dois amigos, Lulu (Daniela Vitzer), uma bela jovem heterossexual que trabalha como vendedora de cosméticos e Yelli (Alon Friedman), gerente de um café, também homossexual. Eles vivem em clima de harmonia e felicidade, parecendo distantes da guerra e do preconceito que assolam os arredores da cidade onde vivem. Tudo muda quando Noam é enviado para servir o exercito em um posto militar de fronteira. Lá ele conhece e se apaixona por Asraf (Yousef Joe’sweid), palestino que vive às voltas com o casamento de sua irmã com um dos Líderes do Hamas.

São personagens distintos, que se completam. Noam com seu ar sério e sensível conquista o espectador, que logo começa a torcer por ele. Asraf é o que precisa de proteção, o mais frágil diante do contexto familiar e social em que vive. Yelli parece mais distante desses conflitos - talvez por seu estereótipo de gay alegre -, mas que no fundo apenas se afasta dessa realidade como forma de proteção. E Lulu, alegre e romântica, que com as frustrações da vida amorosa pessoal, investe no apoio ao amor de Noam e Asraf.

A história, que começa meio morna, dá um salto de qualidade quando Asraf passa a viver escondido no apartamento de Noam em Tel Aviv. O palestino começa a se passar por um israelense, mudando seu jeito de falar e vestir - até as roupas servem de incentivo a intolerância. Tel Aviv, tida como refugio das que querem liberdade, também se mostra preconceituosas.

Além de viver escondido, Asraf vive a pressão de precisar voltar – sem ser descoberto – à sua terra para o casamento da irmã, de quem tanto gosta. A ela, ele tenta revelar sua opção sexual. Por preconceito, ou na tentativa de afastar o irmão do sofrimento já previsto, ela ignora o fato. Mas se o medo era grande, ele aumenta, ainda mais quando, seu cunhado descobre seu homossexualismo, é aí que ele utiliza o poder do Hamas para separa Noam e Asraf, utilizando, claro, da violência. Nesse instante a guerra passa a ter ainda mais destaque na trama, que se desenrola para um fim emocionante.

Além de uma boa historia, Bubble conta com um elenco de primeira e um grande diretor: Eytan Fox. O americano, radicado em Israel, dirigiu em 2003, Yossi e Jagger. A obra, que retratou a história de Yossi, militar do exercito israelense que se apaixona por Jagger, seu subordinado, tem algumas características próximas AA desta produção mai recente. Mas o primeiro filme, também protagonizado por Ohad Knoller (Yossi), discute menos os aspectos políticos e mais a historia de amor entre os dois. Em Bubble, ele da ênfase a discussões políticas e destaca a guerra e o homossexualismo. Esse é um drama, o outro era um romance.

A maior qualidade de Bubble é exatamente misturar ao drama, romance, comédia e até suspense e ação. Assim, o diretor consegue provocar no espectador uma série de reações. A produção só peca ao explorar muito as cenas de sexo, que às vezes chegam a constranger o espectador – principalmente se ele for muito conservador -, desviando sua atenção. Algumas cenas chegam a ser desnecessárias.

Apesar disso, o filme consegue cumprir muito bem sua missão. Propõe ao espectador uma reflexão sobre o mundo em que vivemos e sobre nossos preconceitos. Quem souber aproveitar pode apreender grandes lições para a vida com o filme. Por mais que a historia se passe do outro lado do mundo, e que o cenário de guerra se pareça tão diferente do nosso, talvez haja muito mais semelhança de que possamos ver.

Saiba mais:

- www.adorocinema.com.br
-
www.interfilmes.com

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