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Sayonara (1957)

 

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Sinopse

O filme Sayonara, de 1957, conta duas histórias de amor e a busca pela liberdade de amar. Assistir ao filme é ter sua experiência emocional despertada, onde a riqueza das imagens é exibida de forma suave, tanto quanto a textual. Pode-se perceber isso na abertura do filme, que é esplendorosa. As músicas são sensíveis e fazem parte da cultura japonesa. O título do filme, Sayonara, é uma música homônima que toca no princípio, meio e fim.

Ficha técnica:

Título Original: Sayonara
Gênero: drama romântico
Duração: 147min.
Origem: EUA
Estúdio: MGM
Direção: Joshua Logan
Roteiro: James Michener, Paul Osborn
Produção: William Goetz

Elenco:

Marlon Brando – Major Lloyd Gruver
Patricia Owens – Eullen Webster
Red Buttons – Joe Kelly
Miiko Taka – Hana-Ogi
Ricardo Montalban – Nakamura
Martha Scott – Sra. Webster
Miyoshi Umeki – Katsumi
James Garner – Capitão Bailey
Kent Smith – General Webster
 Douglas Watson – Coronel Crawford Reiko Kuba – Fumiko-San
Soo Yong – Teruko-San


 

 
Você concorda que ainda exista preconceito entre relações interraciais?

Totalmente.
Mais ou menos.
De jeito nenhum.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Vítimas do preconceito

Fernanda Alves Ferreira (7º período Unibh)

"Um gigante entre os filmes." - The Film Daily

"Um filme de beleza e sensibilidade.” - Variety

"Uma encantadora história de amor. Um dos melhores filmes do ano"  -  Los Angeles Mirror News


O filme Sayonara (1957) conta duas histórias de amor e a busca pela liberdade de amar. Assistir ao filme é ter sua experiência emocional despertada, onde a riqueza das imagens é exibida de forma suave, tanto quanto a textual. Pode-se perceber isso na abertura do filme que é esplendorosa. As músicas são sensíveis e fazem parte da cultura japonesa. O título do filme, Sayonara, é uma música homônima que toca no princípio, meio e fim, a palavra significa adeus.

A interpretação de Marlon Brando é intensa e emocionante, assim como todo o filme. Como protagonista deste drama romântico, Brando recebeu indicação ao Oscar e é o componente principal de Sayonara. Brando firma mais uma vez sua fama de sex-appeal, mas agora com um porém, não foi necessário o uso de camisetas coladas ou um papel rebelde, apenas carisma e ternura.

Baseado no romance de James Michener, Sayonara tem como diretor Joshua Logan, cineasta e roteirista norte americano, cujo um de seus maiores sucessos foi Nunca fui santa (1956), encenado por Marylin Monroe e Don Murray.

Sayonara é um clássico do cinema norte americano, vencedor de três Oscar, conta que na Guerra da Coréia os militares americanos eram impedidos de se relacionarem com as coreanas, entretanto cerca de dez mil soldados ignoraram esta ordem e chegaram a se casar com moças japonesas. Segundo a legislação americana da época, uma vez casado, a mulher japonesa não poderia ir com o marido para os EUA, caso ele fosse transferido. Este artifício era muito usado, pois os militares acreditavam que separando os casais dessa forma, eles se arrependeriam de ter casado.

A Guerra da Coréia iniciou-se em 1951 e foi um conflito armado de ampla dimensão. A Coréia sofreu pressões para adotar o sistema socialista em todo seu território. A região sul resistiu e, com o apoio militar dos Estados Unidos, defendeu seus interesses. A guerra termina em 1953, com a divisão da Coréia no paralelo 38. A Coréia do Norte ficou sob influência soviética e com um sistema socialista, enquanto a Coréia do Sul manteve o sistema capitalista.

O Major Lloyd Gruver (Marlon Brando), um veterano no serviço militar, herói da Força Aérea, se encontra dividido entre o amor de sua noiva, Eileen Webster, filha do General Webster; a lealdade e o confronto com a Força Aérea dos EUA; e o romance com uma japonesa, Hana-Ogi. Existe ainda o preconceito dos japoneses, que também, desaprovam o casamento com americanos, principalmente por Hana-Ogi ser a mais famosa atriz e dançarina japonesa que também deve lealdade à companhia artística que a empregou. O filme se passa na cidade de Kobe.

Heitor Capuzzo parece falar sobre o filme em seu livro “Lágrimas de Luz, o drama romântico no cinema”, quando afirma:

 

 

“Há uma estranha e subjetiva urgência no drama romântico. O amor surge de forma repentina e sua declaração precisa dar-se quase que de imediato. Os amantes têm pressa, como numa corrida contra o tempo. A única justificativa ao ritmo alucinante dos fatos impostos por eles é o que sentem. Por isso mesmo, há um hiato entre a ação que pretendem e a reação da sociedade à qual pertencem. O amor terá de passar por duras provas, pois o pragmatismo da vida possui seu próprio ritmo, distinto daquele proposto pelos amantes. Uma vez declarado o amor, a reação externa é imediata, pois os amantes provocam o meio social em que vivem, ferindo as rígidas normas e regras que, antes, não só aceitavam como seguiam exemplarmente. A declaração do amor surge como uma mutação na trajetória inicial prevista a cada um dos amantes.” (pg. 75)

A narrativa corresponde a um melodrama magnífico, um filme forte e comovente, que divulga uma critica enérgica ao preconceito vivido pelos protagonistas. Há também um outro casal que se destaca na trama, o Recruta Joe Kelly e Katsumi, apaixonados, eles se casam, mas sofrem tanto com as pressões militares que cometem um gesto destemido.

Sayonara é comparável ao filme “Suplício de uma saudade”, produzido em 1955, que igualmente trata a dificuldade de união entre raças distintas. O filme se passa em Hong Kong, durante a Guerra da Coréia. A narrativa é a história de um casal, um correspondente americano e uma médica eurasiana, que se apaixonam perdidamente e vivem o dilema entre viver essa paixão ou se separarem pela reprovação e preconceito da sociedade. Considerado um filme brilhante de Hollywood, onde as cenas de romance são inesquecíveis.

O filme Sayonara apesar de se passar durante a Guerra da Coréia, não mostra cena alguma de guerra ou uma só batalha. Portanto, para quem curte ação, não encontrara nesse longa. Com tudo, apresenta muito da cultura japonesa, como: o teatro Kabuki, um teatro de 300 anos, onde só havia homens na encenação, inclusivo representando mulheres, seu ator mais famoso era Nakamura, criado desde criança para ter a graça de uma mulher e manter o poder masculino, as mulheres foram banidas do Kabuki no século XVII; a Companhia de dança Matsubayashi, que possui as garotas mais famosas do Japão, cantam, dançam, representam, fazem todos os papeis sem homens (Hana-Ogi faz parte dessa companhia); existe ainda, o Festival Tanabata que é a noite do amor e o Teatro Osaka, apresenta show de marionetes.

É nítida a sensação de preconceito e da austeridade militar americana. Há uma cena em que o Capitão Bailey pretende levar a namorada japonesa para almoçar em um Hotel, entretanto, ele é impedido de entrar acompanhado, impedido pelos militares.

A partir de 1920, com o progresso dos grandes estúdios, surge quase que espontaneamente o Star system, um sistema de produção de astros do cinema que cativam e fascinam os espectadores. São artistas que caem no gosto do público e se transformam em iscas para o sucesso das produções, Marlon Brando é um grande exemplo do Star system. O mito e a sedução no cinema são a fabrica de sonhos imaginários.

Marlon Brando passou pelo cinema e nunca será esquecido, tanto pelos papéis inesquecíveis como pela vida pessoal, cercada de tragédias e escândalos. Ganhou dois Oscar, em “Sindicato de ladrões” (1954) e “O poderoso chefão” (1972) e recebeu outras sete indicações, inclusive por Sayonara. Mas, memorável foi seu segundo filme “Uma rua chamada pecado” (1952), lembrado por toda uma geração. É considerado uma das maiores lendas do cinema de todos os tempos.

 

Curiosidades

Marlon Brando não era a primeira escolha para o papel do Major Lloyd Gruver; ele foi oferecido primeiramente a Rock Hudson.

De acordo com Turner Classic Movies, William Holden foi originalmente escalado para o papel de Major Gruver, mas abandonou o projeto para participar de The Bridge on the River Kwai (1957).

Ainda de acordo com Turner Classic Movies, Marlon Brando insistiu em fazer o Major Gruver com sotaque sulista, contra a vontade do diretor e dos produtores.

Saiba mais:

- www.cineplayers.com
- www.65anosdecinema.pro.br

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