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A Hora do Rush 3 (2007)
 

 

 

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Sinopse

No longa, um embaixador descobre a identidade do líder de um perigoso grupo criminoso, o que o torna um alvo. Dirigido por Brett Ratner (X-Men - O Confronto Final) e com Jackie Chan, Chris Tucker, Max von Sydow e Roman Polanski no elenco.
 

Ficha técnica:

Título Original: Rush Hour 3
País: Estados Unidos
Gênero: Ação
Direção:
Brett Ratner
Elenco: Chris Tucker, Jackie Chan, Max Von Sydow, Roman Polanski, Hiroyuki Sanada, Youki Kudoh, Tzi Ma
Duração: 90 min.
Distribuidora:
New Line Cinema / Warner Bros. / PlayArte
Site oficial: www.rushhourmovie.com/


 

 

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"A Hora do Rush 3" nos cinemas
Continuação de dois clássicos holywoodianos estréia com sucesso, levando fãs da ação ao delírio e causando muitas risadas

Miguel Pezzuti (7º período Unibh)
mpezzuti@yahoo.com.br


No primeiro filme da série, o agente Lee estava perdido em Los Angeles, cidade natal de seu parceiro Carter. Na continuação, Carter foi parar na terra natal de Lee, Hong Kong. Agora, no terceiro longa, Lee está novamente nos EUA, escoltando seu velho amigo, o embaixador chinês Han.

Perante os membros do Tribunal Mundial do Crime, Han diz ter conseguido o acesso a  Shy Sheng, uma lista secreta e até lendária que contém os nomes dos líderes da maior organização mafiosa do mundo, a Tríade. Mas antes de anunciar o grande segredo, ele é baleado.

Aquela velha história sacada que coloca Lee e seu parceiro - antes detetive e agora “promovido” a guarda de trânsito - James Carter na cola dos criminosos. Porém, um detalhe chama a atenção: a perseguição ao atirador coloca Lee frente a frente com seu passado, ao ter de enfrentar Kenji, seu irmão de criação que acabou indo parar nas ruas e se tornou um criminoso. Este, talvez, seja o único indício de um drama que se instala no filme, e o torna, talvez, um pouco mais “maduro” do que os anteriores. 

Jackie Chan é um dos atores mais bem sucedidos de Hollywood; Chris Tucker até então não havia gravado nenhum longa desde “A Hora do Rush 2”, há seis anos.

O diretor do filme é Brett Ratner - que também dirigiu “X-Men III: Confronto Final”. Mesmo sendo a continuação de dois clássicos hollywoodianos – fato que para alguns serve como desestímulo – o telespectador pode esperar encontrar muita ação e comédia.

O roteiro do filme é simples, sim; porém, bem elaborado. Logo na primeira cena, nota-se a criatividade do diretor, com uma visão aérea do trânsito em Los Angeles, bem na hora do “rush”. Belo início tradicional. Segundos depois, a câmera foca no detetive Carter, dançando e cantando com sua típica voz aguda no meio do trânsito, em pleno serviço, quando deveria ser apenas um guarda “apitando” o trânsito congestionado. É uma cena muito engraçada que, logo no início, lança o ar de comédia do filme.  

No início aparece também o agente Lee, em uma outra situação, demonstrando que a história do filme é centrada e gira em torno dos dois policiais e sua convivência. A relação entre os dois personagens neste longa ficou simplesmente tão boa quanto nos anteriores, com aquelas tradicionais discussões, onde James Carter sempre tenta demonstrar ser melhor do que seu parceiro chinês. Mas o tiro quase sempre acaba saindo pela culatra e, no fim das contas, o inspetor Lee leva a melhor. Mesmo os telespectadores mais “cults” e conservadores tendem a rir com este filme, isto é certeza.  

Segundo o crítico Alexandre Nagado, ”Le parkour é uma atividade física que consiste em transpor qualquer obstáculo que apareça em um trajeto. De origem francesa, esta mistura de esporte e malabarismo leva seus praticantes a saltar escadarias, subir muros e pular telhados rapidamente, encarando a paisagem urbana como um grande conjunto de desafios a ser superado”. E é exatamente isto que é praticado por Jackie Chan desde os anos 70, em seus filmes mais antigos. Chan dá um show, mesmo com seus cinqüenta e tantos anos. Prova que está mais inteiro do que nunca para a idade. É claro que, agora cinqüentão, o chinês não tem a mesma resistência que possuía quinze ou vinte anos atrás. Por isso não se vê o show de Chan durante quase todo o filme, como acontecia antigamente. 

As cenas de perseguição ficaram bem intensas, na linha dos filmes antecessores. São misturadas a boas doses de comédia, que são quase sempre advindas do detetive Carter. Aliás, diga-se de passagem, Chris Tucker está ainda mais engraçado do que nos filmes anteriores.

É difícil uma seqüência com mais de dez minutos que não faça o telespectador soltar algumas gargalhadas. Neste contexto, não poderia deixar de falar sobre a cena onde Lee e Carter invadem uma academia de kung fu e enfrentam um gigante chinês, interpretado por Sun Ming Ming, jogador de basquete da NBA com 2,32m. Seria impossível, para fãs do gênero, não fazer uma alusão a Bruce Lee enfrentando outro gigante, também do basquete, Kareem Abdul Jabar, em “O Jogo da Morte” (1978). A principal diferença é que, enquanto a cena de Lee e Jabar era carregada com uma aura heróica e grandiosa, a cena com Ming, Tucker e Chan é pura comédia visual. 

Um detalhe interessante presente em Hora do Rush III é o perfil do personagem George (Yvan Attal), um motorista de táxi que se dizia anti-estadunidense. Porém, com o envolvimento junto aos parceiros Lee e Carter, e empolgado com a aventura dos dois, o taxista se insere na história de maneira que se torna um membro da missão.

Um fato interessante e até curioso foi a participação hilária do cineasta Roman Polanski, que faz o papel do delegado Revi. Esta atuação inesperada de Polanski deixou muitas pessoas boquiabertas, sendo que nunca esperariam um diretor deste “naipe” fazendo participação em um clichê de Hollywood. Bem, não deixa de ser um fato positivo. 

Esta superprodução já arrecadou mais de 130 milhões de dólares desde que estreou nos EUA em agosto de 2007. Talvez o que seria motivo para comemorar acaba não sendo um bom sinal se levarmos em conta que o filme custou 140 milhões. Mas de maneira alguma o lucro, ainda abaixo do esperado, influencia em algo sobre a qualidade do filme.

Em suma, Rush Hour III é um filme bem do tipo demonstrativo, daqueles em que a história é bem sacada, mas muito bem elaborada e divertida, com efeitos mínimos de computação gráfica, seguindo o bom e velho estilo “old school”. Gargalhadas são garantidas do início ao fim, assim como cenas intensas de ação. Vale a pena!

 

Saiba mais:

- Sobre o diretor
- Posters do filme

-
Warner Bros

Leia também:

- A Hora do Rush 3 (Omelete)
-
A Hora do Rush 3 (Cinema Cafri)
 

 

 
 
 

 

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