"A Hora do
Rush 3" nos cinemas
Continuação de dois clássicos holywoodianos estréia com
sucesso, levando fãs da ação ao delírio e causando muitas
risadas
Miguel Pezzuti (7º período Unibh)
mpezzuti@yahoo.com.br
No primeiro filme
da série, o agente Lee estava perdido em Los Angeles, cidade
natal de seu parceiro Carter. Na continuação, Carter foi
parar na terra natal de Lee, Hong Kong. Agora, no terceiro
longa, Lee está novamente nos EUA, escoltando seu velho
amigo, o embaixador chinês Han.
Perante os membros do
Tribunal Mundial do Crime, Han diz ter conseguido o acesso a
Shy Sheng,
uma lista secreta e até lendária que contém os nomes dos
líderes da maior organização mafiosa do mundo, a
Tríade. Mas antes de
anunciar o grande segredo, ele é baleado.
Aquela velha
história sacada que coloca Lee e seu parceiro - antes
detetive e agora “promovido” a guarda de trânsito - James
Carter na cola dos criminosos. Porém, um detalhe chama a
atenção: a perseguição ao atirador coloca Lee frente a
frente com seu passado, ao ter de enfrentar Kenji, seu irmão
de criação que acabou indo parar nas ruas e se tornou um
criminoso. Este, talvez, seja o único indício de um drama
que se instala no filme, e o torna, talvez, um pouco mais
“maduro” do que os anteriores.
Jackie
Chan é um dos atores mais bem sucedidos de Hollywood; Chris
Tucker até então não havia gravado nenhum longa desde “A
Hora do Rush 2”, há seis anos.
O diretor do filme é Brett
Ratner - que também dirigiu “X-Men III: Confronto Final”.
Mesmo sendo a continuação de dois clássicos hollywoodianos –
fato que para alguns serve como desestímulo – o
telespectador pode esperar encontrar muita ação e comédia.
O
roteiro do filme é simples, sim; porém, bem elaborado. Logo
na primeira cena, nota-se a criatividade do diretor, com uma
visão aérea do trânsito em Los Angeles, bem na hora do
“rush”. Belo início tradicional. Segundos depois, a câmera
foca no detetive Carter, dançando e cantando com sua típica
voz aguda no meio do trânsito, em pleno serviço, quando
deveria ser apenas um guarda “apitando” o trânsito
congestionado. É uma cena muito engraçada que, logo no
início, lança o ar de comédia do filme.
No início
aparece também o agente Lee, em uma outra situação,
demonstrando que a história do filme é centrada e gira em
torno dos dois policiais e sua convivência. A relação entre
os dois personagens neste longa ficou simplesmente tão boa
quanto nos anteriores, com aquelas tradicionais discussões,
onde James Carter sempre tenta demonstrar ser melhor do que
seu parceiro chinês. Mas o tiro quase sempre acaba saindo
pela culatra e, no fim das contas, o inspetor Lee leva a
melhor. Mesmo os telespectadores mais “cults” e
conservadores tendem a rir com este filme, isto é certeza.
Segundo o crítico
Alexandre Nagado, ”Le parkour é uma
atividade física que consiste em transpor qualquer obstáculo
que apareça em um trajeto. De origem francesa, esta mistura
de esporte e malabarismo leva seus praticantes a saltar
escadarias, subir muros e pular telhados rapidamente,
encarando a paisagem urbana como um grande conjunto de
desafios a ser superado”. E é exatamente isto que é
praticado por Jackie Chan desde os anos 70, em seus filmes
mais antigos. Chan dá um show, mesmo com seus cinqüenta e
tantos anos. Prova que está mais inteiro do que nunca para
a idade. É claro que, agora cinqüentão, o chinês não tem
a mesma resistência que possuía quinze ou vinte anos
atrás. Por isso não se vê o show de Chan durante quase todo
o filme, como acontecia antigamente.
As cenas de perseguição
ficaram bem intensas, na linha dos filmes antecessores. São
misturadas a boas doses de comédia, que são quase sempre
advindas do detetive Carter. Aliás, diga-se de passagem,
Chris Tucker está ainda mais engraçado do que nos filmes
anteriores.
É difícil uma seqüência com mais de dez minutos
que não faça o telespectador soltar algumas gargalhadas.
Neste contexto, não poderia deixar de falar sobre a cena
onde Lee e Carter invadem uma academia de kung fu e
enfrentam um gigante chinês, interpretado por
Sun
Ming Ming,
jogador de basquete da NBA com 2,32m. Seria impossível, para
fãs do gênero, não fazer uma alusão a
Bruce Lee
enfrentando outro gigante,
também do basquete,
Kareem Abdul Jabar, em
“O
Jogo da Morte”
(1978). A principal
diferença é que, enquanto a cena de Lee e Jabar era
carregada com uma aura heróica e grandiosa, a cena com Ming,
Tucker e Chan é pura comédia visual.
Um detalhe
interessante presente em Hora do Rush III é o perfil do
personagem George (Yvan
Attal),
um motorista de táxi que se dizia anti-estadunidense. Porém,
com o envolvimento junto aos parceiros Lee e Carter, e
empolgado com a aventura dos dois, o taxista se insere na
história de maneira que se torna um membro da missão.
Um
fato interessante e até curioso foi a participação hilária
do cineasta
Roman Polanski, que faz o
papel do delegado Revi. Esta atuação inesperada de Polanski
deixou muitas pessoas boquiabertas, sendo que nunca
esperariam um diretor deste “naipe” fazendo participação em
um clichê de Hollywood. Bem, não deixa de ser um fato
positivo.
Esta
superprodução já arrecadou mais de 130 milhões de dólares
desde que estreou nos EUA em agosto de 2007.
Talvez o que seria motivo para comemorar acaba não sendo um
bom sinal se levarmos em conta que o filme custou 140
milhões. Mas de maneira alguma o lucro, ainda abaixo do
esperado, influencia em algo sobre a qualidade do filme.
Em
suma, Rush Hour III é um filme bem do tipo demonstrativo,
daqueles em que a história é bem sacada, mas muito bem
elaborada e divertida, com efeitos mínimos de computação
gráfica, seguindo o bom e velho estilo “old school”.
Gargalhadas são garantidas do início ao fim, assim como
cenas intensas de ação. Vale a pena!
Saiba
mais:
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Sobre o diretor
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Posters do filme
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Warner
Bros
Leia também:
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A Hora do Rush 3 (Omelete)
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A
Hora do Rush 3 (Cinema Cafri)