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 Que Belo estranho dia pra se ter alegria (2007)

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Sinopse

Que belo estranho dia pra se ter alegria é o mais novo trabalho da cantora Roberta Sá. Natural do Rio Grande do Norte Roberta Sá descobriu que sua praia era mesmo cantar em um intercâmbio nos EUA onde estudou canto/coral durante um ano. Ao regressar participou de um Reality Show da TV Globo que tinha a proposta de revelar novos talentos o “Fama”. O novo disco parece buscar a expressão mais atual para o gênero da música popular brasileira e dar sua contribuição no que podemos achar de contemporâneo nessa música.

 

Ficha Técnica

Título Original: Que belo Estranho dia pra se ter alegria
País: Brasil
Gênero: MPB
         Ano do Lançamento: 2007
Distribuidora: Universal
Site oficial:
www.robertasa.com.br
Trecho do Show: http://br.youtube.com/watch?v=TiCdAVpVNGk


 

 
A faixa título Belo estranho dia de amanhã é?

Boa
Mais ou menos
Ruim

    
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Belo estranho dia de Amanhã
Novo disco da cantora Roberta Sá sai como carro chefe das produções de 2007 dentre as intituladas pela Folha de São Paulo "Supernovas", cantoras da nova geração.

Luana Costa (7º período Unibh)
luanacosta13@gmail.com

“Que belo estranho dia pra se ter alegria”, que lindo nome para um trabalho repetia comigo. Belo e estranho...

Tratava-se do segundo trabalho da cantora Roberta Sá e seria o disco da semana, em um programa da rádio Inconfidência em Minas Gerais, que exibe todo o repertório de um CD recém lançado.

O título do disco me fisgou, já conhecia o primeiro trabalho da artista e achava belíssimo. A cantora revisitou sambas memoráveis de Paulo Cezar Pinheiro, Dorival Caymmi, Chico Buarque, trouxe para o repertório um samba de Paulinho da Viola e Hermínio Belo de Carvalho pouco conhecido a “Valsa da Solidão” e interpretou compositores contemporâneos que uma parcela da crítica faz coro: Marcelo Camelo, Lula Queiroga, Pedro Luiz e Teresa Cristina. 

A trajetória dessa moça é curiosa: natural do Rio Grande do Norte, Roberta Sá descobriu que sua praia era mesmo cantar em um intercâmbio nos EUA onde estudou canto/coral durante um ano. Ao regressar, participou de um Reality Show da TV Globo, que tinha a proposta de revelar novos talentos, o “Fama”, mas se deu mal. Não ganhou e ainda pagou um mico ao se desequilibrar e cair ao vivo depois de uma interpretação.

Cá pra nós, o programa era mesmo ruim. Comentários avaliativos da apresentadora Angélica se misturavam aos de produtores, músicos e preparadores vocais consagrados na música brasileira e que compunham o júri; além da personalidade ainda duvidosa de Roberta.

Em recente entrevista com Marcelo Tas para um site, a cantora disse ter conhecido bons parceiros de profissão depois de sua passagem pelo programa, mas afirma ter sido apenas um programa de TV. O trabalho posterior ao “Fama” reafirma as palavras de Roberta, que se regenerou com a excelente reestréia.

Esperava ouvir “samba de raiz”, com toda a personalidade e simplicidade que um bom samba tem. Mas a primeira música que me caiu aos ouvidos foi a faixa-título, por não parar de pensar naquela frase: “Que belo estranho dia pra se ter alegria”. Descobri que o responsável pelo extenso nome do disco era Lula Queiroga e seu fino trato para canções urbanas. A música-título aborda o complexo dilema do homem na contemporaneidade: ser feliz sem culpa; ser feliz imerso em uma sociedade que só consegue noticiar relações afetivas determinadas pelo novo tempo das grandes cidades, corpos encaminhados ao sepultamento, caos no trânsito, na aviação, na política...

Em seguida vieram Samba de um Minuto, de Rodrigo Maranhão, e Girando na Renda, de Pedro Luís, Sérgio Paes e Flávio Guimarães, que recorrem aos velhos temas do samba sem firulas; amor e fé continuam fazendo palco pra novas intérpretes. Sem contar o maracatu Fogo e Gasolina de Lenine, o samba de roda Laranjeira de Roque Ferreira, um reggaezinho, O Pedido, de Júnior Barreto e Jan da Silva e um samba antigo tirado do baú, Cansei de Esperar por Você, de Dona Ivone Lara e Délcio Carvalho pra não perder o costume.

“Que belo estranho dia pra se ter alegria” sai como carro chefe das produções de 2007 dentre as intituladas pela Folha de São Paulo "Supernovas", cantoras da nova geração. Em seguida encontra-se o novo Tereza Cristina e o grupo Semente, após o comentado e vendido CD duplo só com canções de Paulinho da Viola, a afilhadinha de Leci Brandão Mariana Aydar com o CD de estréia Kavita 1, o terceiro disco da carreira de Vanessa da Mata, Sim que apresentou ao público músicas de caráter mais experimental e o criticado Samba Meu, de Maria Rita. O bom é que o Brasil voltou a ser referência de vozes femininas em abundância.

Roberta Sá acertou na escolha do repertório com um disco leve, daqueles de levar para o chuveiro.


Curiosidades

- Após a saída do Reality Show da TV Globo, Roberta gravou um demo com cinco canções e o distribuiu em diversas gravadoras. A cantora Fernanda Abreu ajudou Roberta a gravar seu primeiro trabalho. Fernanda convenceu o empresário João Mário Linhares a produzir o disco Braseiro.

Saiba mais:

Para saber mais sobre Roberta Sá acesse
- www.myspace.com/robertasaoficial
- http://blog.robertasa.com.br

 

Veja também:

- Passo a Passo "Sem pretensão, Roberta Sá flerta com o samba e passeia pelos estilos brasileiros"
- Conversa Afinada com Roberta Sá

 

 
 
 

 

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